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Asilo clandestino é interditado novamente pela Vigilância Sanitária em Limeira

Imóvel no Jardim Elite abrigava dez idosos; responsável foi levada à delegacia


Por Redação Educadora Publicado 27/03/2026
Asilo clandestino é interditado novamente pela Vigilância Sanitária em Limeira
Foto: Visa

A Vigilância Sanitária interditou nesta sexta-feira (27) um asilo que funcionava de forma clandestina no Jardim Elite, em Limeira (SP). Segundo o órgão, dez idosos estavam no local, que não possuía licença sanitária e apresentava condições consideradas inadequadas para o atendimento.

Durante a fiscalização, a equipe constatou que o imóvel passava por reformas e apresentava riscos à saúde e à segurança dos moradores. De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária, Carolina Máximo, os idosos conviviam com poeira, materiais de construção e estruturas inacabadas.

“Os idosos estavam em um ambiente em reforma, com escadas, materiais de pintura e muita poeira por conta do lixamento das paredes. Também encontramos camas e colchões empilhados, entulho e sanitários sem portas”, afirmou.

Diante das irregularidades, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e a responsável pelo local foi encaminhada ao 2º Distrito Policial (DP) de Limeira. No local, foi registrado boletim de ocorrência por desobediência e suspeita de maus-tratos a idosos. A Polícia Científica também esteve no imóvel para realizar perícia e registro fotográfico.

Após a interdição, os idosos começaram a ser retirados do imóvel e encaminhados aos familiares. Até o início da tarde, sete já haviam sido acolhidos por parentes. O caso também foi comunicado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que já acompanhava a situação.

Histórico de irregularidades

Segundo a Vigilância Sanitária, a mesma responsável já havia sido notificada em dezembro para encerrar as atividades de outro asilo irregular localizado na Vila Cláudia. Na ocasião, 11 idosos foram encontrados no local em condições consideradas inadequadas, com problemas de higiene e falhas no controle de medicamentos.

Após a interdição anterior, a responsável teria solicitado avaliação de infraestrutura para funcionamento em um novo endereço, utilizando outro CNPJ. No entanto, antes de obter autorização, transferiu os idosos para o imóvel no Jardim Elite, onde o serviço passou a funcionar sem regularização.

“A equipe passou a acompanhar a situação após o pedido de avaliação. Durante a vistoria, identificamos que o local já estava funcionando, sem autorização e em condições inadequadas”, explicou a coordenadora.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Na esfera administrativa, a responsável terá prazo de dez dias para apresentar defesa.

Denúncias de irregularidades ou suspeita de maus-tratos a idosos podem ser feitas à GCM pelo telefone 153.

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