Pais vão à polícia após récem-nascido morrer em hospital de Limeira
Família afirma que bebê caiu no chão durante o trabalho de parto


Os pais do recém-nascido Gael procuraram a Polícia Civil após a morte do bebê, ocorrida na última sexta-feira (22), cinco dias depois do parto realizado no Hospital Hapvida, em Limeira.
Segundo relato da família, durante o procedimento, uma das médicas que fazia parte da equipe teria derrubado a criança no chão logo após o nascimento.
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De acordo com os pais e com o registro feito na delegacia, o bebê nasceu prematuro e sofreu um corte na cabeça após a queda, causando um intenso sangramento. O pai acompanhava o trabalho de parto e afirma ter presenciado o filho sendo derrubado no chão.
Ainda conforme o relato, foi necessário utilizar uma máscara de oxigênio na criança logo após o acidente. Gael permaneceu internado por cinco dias até que os familiares foram informados de sua morte.
Os pais afirmaram ainda que documentos sobre a morte não mencionam o fato de o recém-nascido ter caído no chão durante o parto. Diante da ausência dessa informação, eles decidiram procurar a polícia para registrar o caso.
A confirmação da causa da morte só será feita após laudo emitido pelo Serviço de Verificação de Óbito – o que deve demorar cerca de 30 dias.
O Boletim de Ocorrência que a Educadora teve acesso foi registrado pelos pais Danilo dos Santos, 36 anos, pedreiro, e Vanessa da Silva, 34 anos.
A família também relatou que solicitou o prontuário médico da criança à unidade hospitalar, mas uma secretária teria informado que o documento não poderia ser entregue de imediato e que o prazo para disponibilização seria de aproximadamente 30 dias – trata-se do SVO.
O boletim de ocorrência foi registrado e a Polícia Civil requisitou exame necroscópico para apurar as causas da morte do recém-nascido. O caso deverá ser investigado.
OUTRO LADO
A Educadora entrou em contato com a operadora de saúde, que enviou nota:
“A Companhia lamenta profundamente e se solidariza com seus familiares neste momento de dor. Informa que o paciente, prematuro extremo, recebeu toda a assistência médica necessária, conforme indicação clínica, sendo submetida aos exames e condutas compatíveis com o quadro apresentado durante o atendimento na unidade. A instituição destaca que instaurou processo formal de apuração interna, com o objetivo de analisar detalhadamente a jornada assistencial do paciente, e em paralelo o caso foi encaminhado para o Serviço de Verificação de óbito (SVO). Ressalta, ainda, que permanece em contato com a família, oferecendo acolhimento e suporte. A empresa reitera seu compromisso com a qualidade, a segurança e a transparência na assistência prestada, colocando-se à disposição para os esclarecimentos necessários.”
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