Limeira registra baixa infestação do Aedes aegypti, aponta levantamento
Índice ficou em 0,4%, abaixo do limite estabelecido pelo Ministério da Saúde; mais de 5 mil imóveis foram vistoriados no município


Levantamento realizado pela Divisão de Vigilância de Zoonoses de Limeira (SP) apontou que o município mantém índice considerado satisfatório de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A Avaliação de Densidade Larvária (ADL), feita em abril, registrou Índice de Infestação Predial de 0,4%, percentual inferior ao limite de 1% adotado pelo Ministério da Saúde para a classificação de risco satisfatório.
Ao todo, 5.024 imóveis foram vistoriados em oito regiões urbanas da cidade. De acordo com os dados, todas as áreas avaliadas permaneceram dentro da faixa considerada adequada para o controle da transmissão da dengue.
Durante as inspeções, os agentes identificaram 416 recipientes com potencial para acumular água. Desses, 315 continham água no momento da vistoria, representando 75,7% dos recipientes encontrados em situação de risco. Também foram localizados 23 recipientes com larvas de mosquitos, sendo 19 deles positivos para o Aedes aegypti.
O levantamento mostrou ainda que a maior parte dos recipientes encontrados, equivalente a 69%, era formada por materiais móveis, como garrafas retornáveis, vasos de plantas, pratos de vasos, baldes e outros utensílios que poderiam ser armazenados em locais cobertos e mantidos secos. Outros 18,7% correspondiam a recipientes passíveis de remoção, entre eles latas, frascos sem utilidade e entulhos.
Entre os objetos com água mais frequentemente encontrados durante as vistorias estavam latas e frascos inservíveis, garrafas retornáveis, pratos de vasos e recipientes reutilizáveis.
Casos de dengue
Entre janeiro e maio deste ano, Limeira registrou 131 casos confirmados de dengue. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 5.912 casos da doença, o que representa uma redução de 97,8%.
Os dados também apontam queda no número de mortes relacionadas à dengue. Enquanto nos cinco primeiros meses de 2025 foram registrados 10 óbitos, em 2026 não houve mortes pela doença até o momento.
Apesar dos indicadores, a orientação das autoridades de saúde é para que a população mantenha cuidados preventivos, realizando inspeções frequentes em residências e estabelecimentos comerciais, eliminando possíveis criadouros do mosquito, descartando corretamente materiais sem uso e protegendo recipientes que possam acumular água.
Vacinação disponível
A rede municipal de saúde disponibiliza atualmente duas vacinas contra a dengue.
A vacina produzida pelo Instituto Butantan é destinada a profissionais da área da saúde com até 59 anos e à população em geral de 59 anos de idade. O imunizante, aplicado em dose única, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Morro Azul, Planalto, Dores 2, Nova Europa e Vista Alegre, além de plantões e ações itinerantes de vacinação.
Já a vacina Qdenga, desenvolvida no Japão, é oferecida para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Nesse caso, o esquema vacinal é composto por duas doses. A aplicação ocorre nas UBSs Abílio Pedro, Aeroporto, Campo Belo, Cecap, Dores 1, Graminha, Parque Hipólito, Novo Horizonte e Nova Suíça, além dos plantões e ações itinerantes.
Para receber qualquer uma das vacinas, é necessário apresentar documento oficial com foto, Cartão de Vacinação e Cartão SUS. Menores de idade devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis.
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