Revolução de 32: Limeira presta homenagem à data histórica
A iniciativa integra o calendário oficial do município e tem como objetivo preservar a memória histórica do Movimento Constitucionalista
A Prefeitura de Limeira, em parceria com a Comissão Municipal de Civismo, realizou nesta quinta-feira (9), às 9h, um ato cívico em homenagem ao Movimento Constitucionalista de 1932.
A cerimônia ocorreu na Praça Soldado Constitucionalista de 1932, localizada no Cemitério Saudade I.
A iniciativa integra o calendário oficial do município e tem como objetivo preservar a memória histórica do Movimento Constitucionalista, além de valorizar os ideais de civismo e o respeito às instituições.
Participarão do evento representantes de diversas instituições civis e militares, entre elas o Tiro de Guerra 02-020, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal (GCM), a Polícia Militar (36º BPM/I), os grupos de escoteiros Tatuibi 51/SP, Limeira 362/SP e Tupinambás 543/SP, a Fope Limeira (Força Patriota Estudantil), além da Corporação Musical Henrique Marques.










Antes de 1932, o Brasil vivia um período de forte instabilidade política. A chamada Revolução Constitucionalista, iniciada em 9 de julho daquele ano, tornou-se um dos episódios mais marcantes da história do Estado de São Paulo e teve papel importante na luta pela restauração da ordem constitucional no país.
Embora o movimento tenha sido derrotado militarmente, ele é considerado um marco na defesa da democracia e do Estado de Direito.
Revolução Constitucionalista de 1932: o movimento que marcou a luta pela democracia no Brasil
O dia 9 de julho é uma das datas mais importantes da história paulista. Neste dia, em 1932, teve início a Revolução Constitucionalista, movimento armado liderado por São Paulo que defendia a convocação de uma Assembleia Constituinte e a elaboração de uma nova Constituição para o Brasil.
O conflito aconteceu em um período de grande instabilidade política. Em 1930, Getúlio Vargas chegou ao poder após um movimento que impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e encerrou a chamada República Velha.
Com isso, Vargas dissolveu o Congresso Nacional, suspendeu a Constituição de 1891 e passou a governar por meio de decretos, nomeando interventores para administrar os estados.
A falta de uma Constituição e a concentração de poderes nas mãos do governo federal provocaram crescente insatisfação, especialmente em São Paulo.
A reivindicação central dos paulistas era, em suma, o retorno da legalidade constitucional, com eleições e regras claras para o funcionamento das instituições democráticas.
Em 9 de julho de 1932, teve início a revolta armada. Milhares de voluntários se alistaram para lutar nas frentes de combate, incluindo estudantes, operários, agricultores, profissionais liberais e mulheres, que atuaram na produção de suprimentos, na assistência aos combatentes e em campanhas de mobilização da população.
Os combates duraram cerca de três meses. Apesar do empenho das tropas paulistas, no entanto, São Paulo enfrentou dificuldades diante da superioridade militar das forças federais e acabou se rendendo em 2 de outubro de 1932.
Mesmo com a derrota no campo de batalha, o movimento alcançou parte de seus objetivos políticos.
A pressão exercida pela Revolução Constitucionalista contribuiu para que Getúlio Vargas convocasse eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte em 1933.
No ano seguinte, foi promulgada a Constituição de 1934, que restabeleceu importantes garantias institucionais e ampliou direitos políticos e sociais.
A Revolução Constitucionalista, portanto, é lembrada como um símbolo da defesa da democracia, do Estado de Direito e da participação popular.
Em São Paulo, o 9 de julho é feriado estadual e representa uma homenagem aos homens e mulheres que participaram do movimento em defesa de uma Constituição para o país.
Mais de nove décadas depois, o episódio continua sendo estudado como um dos acontecimentos mais relevantes da história brasileira, destacando a importância das instituições democráticas, do respeito às leis e da participação da sociedade na construção da vida política nacional.
IMAGENS: TADEU NOGUEIRA
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