Dois homens presos e apreensão de 32 carros: o que se sabe até agora

Também foram apreendidos celulares, computadores, relógios de luxo, documentos e uma arma de fogo


Por Redação Educadora Publicado 07/07/2026
OPERAÇÃO DIG CARROS APREENDIDOS

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (7), dois homens suspeitos de participação em um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro investigado em Limeira.

A ação, comandada pelo delegado Leonardo Burguer, faz parte da segunda fase da operação que apura fraudes responsáveis por um prejuízo estimado em R$ 9 milhões a uma instituição financeira.

Os presos foram identificados como Alon Keikon Souza Silva, de 25 anos, e Wagner de Aguiar, de 38. Segundo a Polícia Civil, ambos possuem antecedentes criminais e são apontados como integrantes importantes da organização investigada.

A corporação, no entanto, não divulgou detalhes sobre a atuação específica de cada um no esquema.

Durante a operação, os policiais apreenderam 32 veículos que estavam em estacionamentos da cidade, incluindo automóveis de alto padrão. Um dos carros recolhidos é avaliado em cerca de R$ 3 milhões.

Também foram apreendidos celulares, computadores, relógios de luxo, documentos e uma arma de fogo.

As investigações tiveram início há aproximadamente três meses, após a identificação de movimentações suspeitas que causaram um prejuízo milionário à instituição financeira.

De acordo com a Polícia Civil, ao menos 40 pessoas são investigadas por participação no esquema. Somente nos últimos dez dias, quatro suspeitos já haviam sido presos. Com as duas prisões desta terça-feira, o número de detidos na operação chegou a seis.

Conforme a apuração, mais de 30 pessoas atuavam como “laranjas”, cedendo contas bancárias para movimentação dos valores obtidos de forma fraudulenta.

A polícia também identificou que diversos investigados apresentaram rápido enriquecimento patrimonial, fato que chamou a atenção durante as investigações.

Segundo a Polícia Civil, o grupo explorava uma falha em um sistema oferecido pela instituição financeira conhecido como “cofrinho”.

Nesse modelo, o cliente depositava um determinado valor, que era convertido em limite de crédito no cartão.

Os investigados utilizavam esse limite para realizar compras e transações em máquinas de cartão e, posteriormente, cancelavam o cartão, conseguindo reaver o dinheiro originalmente depositado no “cofrinho”. Dessa forma, obtinham vantagem financeira de maneira ilícita.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão dos prejuízos causados pelo grupo.

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