Suspeita por morte de jovem em salto de rope jump nega, em carta escrita na prisão, ter organizado evento
Investigada afirma que atuava apenas na produção de conteúdo para as redes sociais e diz não possuir conhecimento técnico sobre a atividade


A mulher presa durante a segunda fase da investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou, por meio de uma carta, que não era responsável pela organização do evento de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.
No documento, ela também nega ter conhecimento técnico para coordenar os saltos e diz que sua participação no grupo era limitada à produção de conteúdo para as redes sociais.
Segundo a investigada, sua função consistia em gravar imagens, editar vídeos e divulgar as atividades promovidas pelo grupo. Ela sustenta que nunca foi responsável pela segurança dos participantes, pela montagem dos equipamentos ou pela condução operacional dos eventos.
Na carta, a mulher também rebate as suspeitas de que teria orientado a retirada de equipamentos ou determinado a ocultação de provas após o acidente. Ela afirma que não tinha poder de decisão dentro da equipe e que jamais participou de qualquer ação para prejudicar as investigações.
A prisão ocorreu durante a nova etapa do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apura a atuação de outros integrantes do grupo responsável pelos saltos. Os investigadores apontam que a mulher teria exercido papel de organização no evento e investigam sua possível participação no desaparecimento da câmera de ação que registrava o salto de Maria Eduarda.
O equipamento é considerado uma das principais provas do caso. A polícia suspeita que ele tenha sido retirado do local para dificultar a apuração das circunstâncias da morte da jovem.
RELEMBRE O CASO
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto. Conforme a investigação, ela foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao sistema de cordas de segurança, caindo diretamente no leito do rio.
O primeiro inquérito da Polícia Civil concluiu pelo indiciamento de três instrutores por homicídio qualificado. Já a segunda investigação busca esclarecer a participação de outras pessoas ligadas ao evento, incluindo a possível prática de fraude processual em razão do desaparecimento de equipamentos e de outros elementos considerados importantes para a elucidação do caso.
Na carta, a investigada afirma confiar que sua inocência será demonstrada ao longo do processo e que os fatos serão devidamente esclarecidos pela Justiça.
CRONOLOGIA DA TRAGÉDIA
13 de junho de 2026
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morre durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. Segundo a investigação, ela foi lançada sem estar presa ao sistema de cordas de segurança, caindo de aproximadamente 40 metros.
Dias seguintes ao acidente
A Polícia Civil inicia as investigações e recolhe depoimentos de integrantes da equipe responsável pelo evento, participantes e testemunhas. Perícias também são realizadas no local do acidente.
Junho de 2026
As investigações apontam possíveis falhas na conferência dos equipamentos de segurança e na execução do salto. A polícia também passa a apurar o desaparecimento da câmera de ação que registrava o momento do acidente.
Fim de junho de 2026
O primeiro inquérito é concluído com o indiciamento de três instrutores por homicídio qualificado. A Polícia Civil entende que houve negligência grave na condução da atividade.
Início de julho de 2026
A Polícia Civil deflagra uma nova fase da investigação para apurar a participação de outras pessoas ligadas ao evento. São cumpridos mandados judiciais e uma mulher suspeita de integrar a organização é presa.
6 de julho de 2026
A investigada divulga uma carta na qual nega ter organizado o evento de rope jump. Ela afirma que atuava apenas na produção de conteúdo para as redes sociais, diz que não possuía conhecimento técnico sobre a atividade e nega envolvimento na suposta ocultação de provas.
Situação atual
O primeiro inquérito, que trata da morte de Maria Eduarda, já foi concluído. Paralelamente, a Polícia Civil mantém um segundo inquérito para investigar a possível participação de outros integrantes do grupo em crimes relacionados ao caso, como fraude processual e eventual ocultação de provas.
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