“Ainda bem que a Segurança Pública não está nas mãos do PT”, diz Anderson em debate com Isabelly
Debate ao vivo discutiu casos de homens detidos em banheiro público da Praça Toledo Barros e atuação da Guarda Civil Municipal em Limeira


A declaração da vereadora Isabelly Carvalho (PT) sobre os casos de homens detidos pela Guarda Civil Municipal (GCM) em um banheiro público da Praça Toledo Barros foi um dos principais temas do debate entre a parlamentar e o secretário de Segurança Pública e Defesa Civil de Limeira (SP), Anderson Pereira, durante o programa Meio Dia desta quarta-feira (10).
- Isabelly critica “moralismo” após casos em banheiro da Praça Toledo Barros
- Praça Toledo Barros registra sete detidos por ato obsceno em poucos dias
- GCM de Limeira registra 381 ocorrências e apreende mais de 8 mil porções de drogas no semestre
O assunto ganhou repercussão após a fala de Isabelly na sessão da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (8). Na ocasião, a vereadora comentou as detenções de sete homens em um período de quatro dias por prática de atos sexuais no banheiro público da praça central da cidade.
Durante o pronunciamento na Câmara, Isabelly afirmou que o debate sobre o tema estava sendo conduzido sob uma ótica de “moralismo” e defendeu uma análise mais ampla da situação. Ela ressaltou que a prática, conhecida popularmente como “banheirão”, existe há muitos anos e afirmou que não estava defendendo atos sexuais em banheiros públicos, mas sim chamando atenção para o estado de conservação do espaço e para a necessidade de evitar que a discussão recaia exclusivamente sobre a comunidade LGBT.
No debate desta quarta-feira, a vereadora voltou a afirmar que a fiscalização realizada pela GCM está correta e destacou que a prática não deve ser associada apenas a pessoas homossexuais.
“Todo mundo sabe que isso existe, porém nunca foi coibido, está sendo coibido agora e está certo. Agora não podemos deixar que isso recaia tão somente com a comunidade LGBT. A gente sabe que não é somente gay que exerce esse tipo de prática”, declarou.
Secretário critica posicionamento
Ao comentar as declarações da parlamentar, Anderson Pereira afirmou que Isabelly teria defendido a prática ao questionar a atuação da GCM. O secretário também rebateu críticas feitas à corporação e destacou os resultados operacionais da Secretaria de Segurança Pública.
Segundo ele, a GCM tem atuado de forma constante no combate à criminalidade e na fiscalização de ocorrências em diferentes regiões da cidade.
“A vereadora Isabelly defendeu o banheirão intitulando a prática de atos libidinosos, criticando a atuação da Guarda Civil Municipal que impediu sexo dentro do banheiro público. Não importa se eram dois homens ou duas mulheres, era quem estava praticando este delito dentro do banheiro”, afirmou.
O momento de maior repercussão ocorreu quando Anderson Pereira criticou diretamente as posições da vereadora sobre segurança pública e declarou que a secretaria não está sob gestão do Partido dos Trabalhadores.
“Ainda bem que a Secretaria de Segurança Pública de Limeira não está nas mãos do PT. A senhora não entende nada de segurança pública, vereadora Isabelly”, disse.
Durante a resposta, o secretário também citou ações da pasta relacionadas ao combate ao tráfico de drogas, perturbação do sossego, pancadões, aglomerações, violência doméstica e apoio a adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Secretário cita números da segurança
Ao longo do debate, Anderson Pereira utilizou dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública para defender o trabalho desenvolvido pela GCM e pela administração municipal.
Entre os números apresentados por ele estão 381 ocorrências atendidas no primeiro semestre de 2026, atuação em 156 bairros da cidade e a apreensão de mais de 8,8 mil porções de drogas.
O secretário também mencionou ocorrências relacionadas à captura de procurados pela Justiça, atendimentos a pessoas em situação de rua, casos enquadrados na Lei Maria da Penha, violência doméstica, tráfico de drogas e perturbação do sossego.
A discussão entre os dois representantes públicos ocorreu em meio à repercussão dos casos registrados no banheiro da Praça Toledo Barros, que nas últimas semanas provocaram debates sobre segurança, ocupação dos espaços públicos e a atuação das forças de fiscalização em Limeira.
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